Após as fortes chuvas e deslizamentos que atingiram a região da Zona da Mata em Minas Gerais, áreas inteiras próximas a cidades como Juiz de Fora e Ubá passaram a ser percebidas como uma espécie de “cidade-fantasma”, com ruas vazias, lojas fechadas e moradores que não retornaram às casas por causa do medo de saques e de novos desabamentos de terra.
A catástrofe, desencadeada por um temporal que teve volume de chuva muito acima da média para fevereiro e provocou enchentes e deslizamentos, já deixou dezenas de mortos e muitos desaparecidos. Autoridades confirmaram que o desastre obrigou milhares de pessoas a deixarem suas residências ao longo dos últimos dias, após rios transbordarem, encostas cederem e ruas ficarem intransitáveis.
Bairros inteiros apresentaram cenário de destruição, com casas danificadas, ruas cobertas por lama e infraestrutura comprometida. O receio de novos desabamentos manteve moradores afastados, especialmente em áreas ainda consideradas de risco elevado pelo Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, que alertaram para o perigo de instabilidade do solo e prédios ainda fragilizados.
Comércios que sobrevivem à margem de emergência também fecharam as portas em muitos pontos, enquanto autoridades e voluntários trabalham para garantir apoio básico às famílias deslocadas. A sensação de abandono e insegurança na área atingida reflete a extensão dos estragos e o impacto humano da tragédia, que segue objeto de ações de resgate e de análise das causas e consequências pelo poder público e pelas equipes de socorro.
A chuva forte que atingiu o estado também elevou o número de mortes certificadas e deixou centenas de moradores desalojados em locais isolados, com operações de busca ainda em andamento.
COMENTÁRIOS