Chuvas históricas causam destruição em Juiz de Fora e Zona da Mata de Minas Gerais e deixam dezenas de mortos, desaparecidos e desabrigados
Reprodução TV Globo Chuvas históricas causam destruição em Juiz de Fora e Zona da Mata de Minas Gerais e deixam dezenas de mortos, desaparecidos e desabrigados
Chuvas intensas e persistentes que atingem Juiz de Fora (Minas Gerais) e municípios da Zona da Mata mineira desde o fim de semana provocaram um cenário de devastação no sudeste do Brasil. O volume de precipitação em fevereiro já é considerado o mais elevado já registrado na história da cidade, superando em torno de 270% o esperado para o mês. As tempestades têm causado alagamentos, deslizamentos de terra, quedas de barreiras e soterramentos em diversos pontos da região.
Segundo as autoridades estaduais, ao menos 22 pessoas morreram em decorrência dos temporais, sendo que 16 óbitos foram registrados em Juiz de Fora e seis em Ubá, município vizinho também severamente afetado pela enxurrada. As informações reúnem dados do governo de Minas Gerais e das prefeituras locais. As equipes de resgate ainda buscam aproximadamente 45 pessoas desaparecidas, enquanto o número de desabrigados já ultrapassa 440 moradores.
Diante da gravidade da situação, a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, decretou estado de calamidade pública com validade de 180 dias, medida que agiliza a liberação de recursos estaduais e federais para ações de socorro, assistência às vítimas e recuperação de infraestruturas. A prefeitura também determinou a suspensão das aulas nas escolas municipais e orientou que servidores administrativos trabalhem de forma remota para reduzir o trânsito e facilitar o deslocamento das equipes de emergência.
As fortes chuvas ocorreram em meio ao auge da estação chuvosa no sudeste brasileiro, período em que o risco de temporais, enchentes e deslizamentos aumenta consideravelmente. Vídeos e imagens capturados por moradores e veículos de imprensa mostram ruas alagadas, carros arrastados pelas enxurradas, casas destruídas e equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil trabalhando em operações de busca e salvamento.
Em Ubá, além dos danos causados pelos volumes excepcionais de água, uma das mortes foi confirmada como resultado de eletrocussão quando um homem tentou atravessar um ponto de alagamento onde havia fiação exposta.
A prefeitura de Juiz de Fora pediu à população que evite deslocamentos desnecessários e fique atenta a alertas da Defesa Civil, especialmente em áreas de risco com histórico de deslizamentos ou encostas instáveis. Para emergências, o contato recomendado é o número da Defesa Civil municipal, 199.
Autoridades estaduais e federais mobilizaram equipes especializadas para reforçar as operações de resposta ao desastre e apoiar as ações de recuperação nas cidades mais afetadas. O presidente da República também expressou condolências às famílias das vítimas e confirmou assistência adicional para reconstrução das áreas devastadas.
O episódio reforça a vulnerabilidade de regiões urbanas brasileiras a eventos extremos de chuva, que podem evoluir rapidamente para situações de emergência quando combinados com fatores como solo saturado e ocupação de áreas de risco.



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