CPMI do INSS aprova quebra de sigilos bancário e fiscal de Lulinha durante investigação sobre fraudes previdenciárias
Por Candanga 360
26/02/2026 - 13h48
Foto: IMAGEM CEDIDA CPMI do INSS aprova quebra de sigilos bancário e fiscal de Lulinha durante investigação sobre fraudes previdenciárias
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi tomada durante reunião do colegiado que apura um esquema de fraudes bilionárias envolvendo descontos indevidos em benefícios previdenciários.
O requerimento foi apresentado pelo relator da comissão, Alfredo Gaspar, que justificou a medida como necessária para aprofundar a análise de movimentações financeiras relacionadas a pessoas investigadas no esquema. Segundo o relator, há indícios que precisam ser esclarecidos a partir do cruzamento de dados bancários e fiscais.
A votação ocorreu em bloco, juntamente com dezenas de outros requerimentos que incluíram convocações de investigados, pedidos de informações a órgãos públicos e quebras de sigilo de outros alvos. Parlamentares da base governista se manifestaram contra a inclusão do nome de Lulinha na lista, argumentando ausência de elementos concretos que justificassem a medida. Ainda assim, a maioria da comissão aprovou o requerimento.
A sessão foi marcada por tensão entre parlamentares da oposição e da base do governo, com troca de acusações e discussões no plenário da comissão. Apesar do clima conturbado, os trabalhos foram concluídos com a aprovação dos pedidos.
A CPMI foi instalada para investigar fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social, especialmente relacionadas a descontos associativos não autorizados aplicados sobre aposentadorias e pensões. O esquema teria provocado prejuízos expressivos a beneficiários em todo o país.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirmou, em nota, que ele não possui qualquer envolvimento com irregularidades no INSS, negando recebimento de valores ilícitos e sustentando que a quebra de sigilo servirá para comprovar a inexistência de irregularidades. A equipe jurídica informou ainda que pretende acompanhar o procedimento e adotar as medidas cabíveis caso identifique excessos.
A comissão tem prazo para concluir seus trabalhos e apresentar relatório final com eventuais pedidos de indiciamento ou encaminhamentos ao Ministério Público e a outros órgãos de controle.



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