Diesel dispara nos postos e pressão internacional sobre o petróleo já afeta bolso do consumidor
Preço médio do combustível subiu 11,8% em uma semana e chegou a R$ 6,80 por litro, segundo dados da ANP, em meio à escalada do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio.
O preço médio do diesel vendido nos postos brasileiros registrou forte alta e passou a preocupar consumidores, transportadores e setores da economia que dependem diretamente do frete rodoviário. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o litro do combustível foi comercializado, em média, a R$ 6,80, avanço de 11,8% em relação aos R$ 6,08 da semana anterior. O valor máximo encontrado chegou a R$ 8,49.
A alta ocorre em meio ao encarecimento internacional do petróleo, impulsionado pela guerra no Oriente Médio. De acordo com as informações recuperadas da reportagem, o barril saiu da faixa de cerca de US$ 60 para mais de US$ 100 ao longo do mês, elevando o custo da matéria-prima usada na produção dos combustíveis.
O levantamento da ANP se refere à semana de 8 a 14 de março e indica que a elevação dos preços aconteceu antes mesmo do último reajuste anunciado pela Petrobras, além de ainda não refletir o desconto divulgado pelo governo federal. Isso mostra que o mercado já vinha reagindo antecipadamente à instabilidade externa e ao avanço do petróleo no mercado internacional.
Além do diesel, outros combustíveis também apresentaram aumento. A gasolina teve preço médio de R$ 6,46 por litro, com alta de 2,54% na semana, enquanto o etanol subiu 0,65%, chegando a R$ 4,64 por litro.
O impacto do diesel costuma ser mais sensível sobre a economia porque o combustível é a principal base do transporte de cargas no país. Quando há aumento expressivo nas bombas, cresce também a pressão sobre o custo do frete, o que pode provocar repasses em cadeias como alimentos, produtos industrializados e insumos logísticos.



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