Deputado Distrital sugere ao GDF atenção ao vírus Nipah
Deputado Distrital sugere ao GDF atenção ao vírus Nipah
O deputado distrital Rogério Morro da Cruz (PRD) encaminhou à Secretaria de Saúde do Distrito Federal solicitação para a adoção de medidas sanitárias preventivas destinadas à proteção contra o vírus Nipah (NiV). Trata-se de um patógeno de elevada letalidade que, desde sua identificação em 1999, na Malásia, tem provocado surtos em países da Ásia, especialmente na Índia, com taxa de mortalidade que pode alcançar até 75% dos casos, conforme registros epidemiológicos.
O parlamentar alerta que, embora as autoridades sanitárias indiquem que o risco de uma pandemia causada por esse vírus seja, atualmente, considerado baixo, mostra-se imperiosa a adoção de protocolos permanentes de vigilância e de resposta rápida.
Nesse sentido, como medida de cautela, o deputado sugere que a Secretaria de Saúde mobilize suas equipes de saúde e de vigilância sanitária com o objetivo de avaliar, de forma progressiva e sistemática, a evolução do vírus em âmbito global, monitorar possíveis rotas de propagação e vetores de transmissão, identificar eventuais riscos à população do Distrito Federal e do Brasil, bem como estabelecer, se necessário, protocolos de preparação e resposta alinhados às diretrizes nacionais e internacionais.
Conforme o portal med.estrategia.com, o reservatório natural do vírus Nipah são os morcegos frugívoros do gênero Pteropus, amplamente distribuídos em regiões do Sul e Sudeste da Ásia. A infecção humana ocorre por contato direto com animais infectados, pela ingestão de alimentos contaminados — especialmente derivados de frutas — ou por transmissão de pessoa para pessoa, já descrita em diferentes surtos. Clinicamente, a infecção está associada a doença aguda grave, com predomínio de encefalite e síndrome respiratória, frequentemente acompanhadas de elevada letalidade.
Preocupado com o Nipah, Rogério Morro da Cruz ressalta que “há pouco tempo vivenciamos o flagelo da Covid-19, que dizimou milhões de vidas em todo o mundo. No Brasil, foram mais de 750 mil óbitos. A doença teve início de forma aparentemente tímida, na China, mas rapidamente apresentou recrudescimento veloz e letal. Diante dessa dolorosa experiência, não podemos aguardar que uma nova catástrofe se instale para, somente então, implementar medidas preventivas. Tampouco é prudente aguardar exclusivamente iniciativas do Governo Federal. Ainda que organismos internacionais de saúde afirmem que o vírus Nipah, neste momento, não cause temor, é dever do poder público empreender ações preventivas voltadas à proteção da saúde da população.”



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